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Preto no Branco: as crises políticas institucionais pelas páginas de O Estado de S. Paulo e Ultima Hora (1954/1956)

Preto no Branco: as crises políticas institucionais pelas páginas de O Estado de S. Paulo e Ultima Hora (1954/1956) in Bloomington, MN

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Este livro buscou compreender a participação no campo político de dois jornais brasileiros, nos períodos entre 1954 e 1956: O Estado de S. Paulo (OESP) e Ultima Hora (UH). A escolha tanto dos periódicos quanto das datas foi pautada por alguns critérios: do ponto de vista político, ocorreram inúmeros fatos, como o suicídio de Getúlio Vargas e o contragolpe do Marechal Lott; na política institucional, havia duas culturas políticas buscando espaço: de um lado, uma cultura política trabalhista, com base em princípios nacionalistas e estatistas, instituídos pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); do outro lado, havia uma cultura política liberal, tendo esse aspecto do ponto de vista econômico, mas politicamente conservadora, sendo representada pela União Democrática Nacional (UDN); por fim, os dois jornais escolhidos estavam muito próximos desses grupos: UH fora criada por Samuel Wainer para ser um espaço de apoio a Vargas, uma vez que essa área era hostil ao presidente; e, no caso do OESP, o periódico era um dos mais tradicionais críticos ao mandatário nacional, principalmente na figura de seu diretor, Júlio de Mesquita Filho, que fora preso várias vezes e exilado, nos anos 1930 e 1940, durante a primeira passagem de Vargas pelo poder. Assim, essa obra procurou demonstrar que ambas as publicações, mais do que informar e formar opiniões, buscaram formas de participar ativamente, influenciando nos acontecimentos políticos brasileiros daquele período bastante conturbado.
Este livro buscou compreender a participação no campo político de dois jornais brasileiros, nos períodos entre 1954 e 1956: O Estado de S. Paulo (OESP) e Ultima Hora (UH). A escolha tanto dos periódicos quanto das datas foi pautada por alguns critérios: do ponto de vista político, ocorreram inúmeros fatos, como o suicídio de Getúlio Vargas e o contragolpe do Marechal Lott; na política institucional, havia duas culturas políticas buscando espaço: de um lado, uma cultura política trabalhista, com base em princípios nacionalistas e estatistas, instituídos pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB); do outro lado, havia uma cultura política liberal, tendo esse aspecto do ponto de vista econômico, mas politicamente conservadora, sendo representada pela União Democrática Nacional (UDN); por fim, os dois jornais escolhidos estavam muito próximos desses grupos: UH fora criada por Samuel Wainer para ser um espaço de apoio a Vargas, uma vez que essa área era hostil ao presidente; e, no caso do OESP, o periódico era um dos mais tradicionais críticos ao mandatário nacional, principalmente na figura de seu diretor, Júlio de Mesquita Filho, que fora preso várias vezes e exilado, nos anos 1930 e 1940, durante a primeira passagem de Vargas pelo poder. Assim, essa obra procurou demonstrar que ambas as publicações, mais do que informar e formar opiniões, buscaram formas de participar ativamente, influenciando nos acontecimentos políticos brasileiros daquele período bastante conturbado.

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